terça-feira, 13 de maio de 2008

FIESP - Coleção do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa

Essa exposição realisada na FIESP tráz varios paineis de azulejos,
de varias formas e tamanhos.
Eu realmente gostei da exposição que é muito interessante e inspiradora, com seus desenhos simples tanto como os complexos.

Trazida a São Paulo pela Espírito Santo Cultura, exposição reúne 141 peças de azulejo e de cerâmica que contam a história desta arte, do século XVI aos dias atuais. Acervo pode ser visto, gratuitamente, na Galeria de Arte do Sesi, até 20 de julho

O azulejo é uma marca da cultura artística portuguesa que no século XVI alcançou as colônias do seu império marítimo, incluindo o Brasil. A exposição As Coleções do Museu Nacional do Azulejo de Lisboa, em cartaz até 20 de julho na Galeria de Arte do Sesi-SP, mostra a origem e a evolução dessa arte de revestimento decorativo, que em Portugal sofreu a influência do azulejar árabe e holandês.

O precioso acervo, trazido pela primeira vez ao Brasil pela Espírito Santo Cultura – instituição responsável pelo trabalho de restauração dos azulejos da Ordem Terceira de São Francisco de Salvador (Bahia) e da Igreja do Outeiro da Glória (Rio de Janeiro) –, reúne 141 relíquias da coleção do Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, uma das mais importantes em todo o mundo.

MASP - Coleção Itau

Foi uma otima experiencia poder admirar artistas como Maria Martins, Wega Nery e Maria Bonomi. Também os gravadores gaúchos, entre os quais Bianchetti e Vasco Prado, e também as obras de Lívio Abramo e Clóvis Graciano.


As obras foram dispostas, na museografia de Daniela Thomas, de modo a celebrar o diálogo artístico entre as diversas tendências ao longo do período. "Em arte, o tempo não é uma linha horizontal que segue sempre em frente, cada etapa posterior superando a anterior. A palavra-chave em arte é enquanto: enquanto este artista fazia isto, aquele fazia uma outra coisa; enquanto este adotava uma nova solução, aquele privilegiava a anterior", observa o curador. "É outra maneira de dizer que todos os modos da arte são contemporâneos, uns dos outros e da sensibilidade atual. Mais do que ilustrar períodos ou escolas, é esse movimento de fundo que a Coleção Itaú desenha", completa ele.

MASP - A Arte do Mito


A exposição "A Arte do Mito", foi uma visita otima, onde tive a oportunidade de ver grandes obras, das quais antes so podia ver em livros ou na internet.
O detalhes das obras eram realmente fascinantes, também, pude ver outras obras, tão quanto importantes que eu ainda não conhecia e me impressionei.

A arte do mito - primeira das quatro exposições temáticas que vão nortear a partir de agora a apresentação do acervo - tem curadoria de Roberto Magalhães, professor de História da Arte e Museologia da Universidade Internacional de Arte de Florença. Com 49 obras do século XIV aos dias de hoje, a seção terá obras de Renoir, Picasso, Nicolas Poussin, entre grandes nomes.

O mito é o nada que é tudo, diz um verso de Fernando Pessoa em Mensagem. O homem é um animal que se conta histórias, é isso que o diferencia entre as espécies. E o mito é uma das primeiras histórias, das primeiras formas do sentido, que o homem se deu. Jacob Bryant, citado por Edgar A. Poe no famoso conto sobre a carta roubada, escreveu que nos esquecemos de que não acreditamos nas fábulas e continuamos agindo a partir delas como se fossem realidades existentes.

E é um gênero que, com a paisagem, a natureza morta e o retrato, orienta a nova exposição permanente do MASP. Um gênero feito de obras na aparência fáceis de entender.


Esta mostra propõe uma reapropriação sensível destas fábulas que continuamos a tratar como realidades. A coleção do MASP é rica neste gênero e iniciar por ele a comemoração de seus 60 anos era uma evidência, em dupla homenagem à arte e àquilo que, diz Pessoa, "sem existir nos bastou / por não ter vindo foi vindo / e nos criou": o mito, essa carta roubada (que nos roubamos) e que no entanto segue à vista - bem oculta.

Teixeira Coelho

Curador-coordenador, MASP

MASP- 60 anos apresenta: A Natureza Das Coisas
















A exposição "A natureza das coisas", localizada no Museu de Art de São Paulo apresenta obras de arte em umas reestruturação física e conceitual de seu

acervo. A exposição tem foco em paisagens e natureza-morta de épocas distintas, são obras produzidas entre o século XVII e a década de 1980. Há tanto obras

brasileiras como Benedito Calisxto, Guinard e almeida Junior, lado a lado com obras de artistas Europeus como Pablo Picasso, Van Gogh, MAtisse e Monet,

possibilitando o visualisador uma experiencia única.



H2Olhos (Itau Cultural)


Com curadoria do fotógrafo Miguel Chikaoka, a exposição H2Olhos é fruto de um percurso educativo que promoveu oficinas com crianças, adolescentes e educadores. A mostra, que aborda questões ligadas ao meio ambiente e à vida urbana, é inspirada nas águas de um rio, em seu espaço-tempo transcendente.

Chikaoka inicia sua curadoria na nascente do Rio Tietê, na cidade de Salesópolis, São Paulo. Ele propõe, então, um olhar fotográfico pelo leito e pelas águas do rio-símbolo do estado – altamente poluído no trecho que corta a capital paulista. Integram a mostra imagens elaboradas por “pincéis de luz” (olhos-d’água, árvores e peixes desenhados sobre o negativo) e fotografias pin hole.

O Itaú Cultural oferece ao público em geral as oficinas Brincando com a Luz. Por meio de exercícios lúdicos, os interessados terão conhecimento sobre a origem e o registro de imagens, a natureza da luz e seu universo simbólico.

Oficina de Caixa Mágica

Os participantes receberão orientações para construir câmeras obscuras com papel-cartão, papel vegetal e lente.

Oficina de Pincel de Luz

Os participantes experimentarão as possibilidades do desenho e da pintura em papel fotográfico velado.




Quase Liquido (itau cultural)



O fluxo de um rio é inspiração para inúmeras metáforas cotidianas, como transcorrer do tempo ou trajetoria da vida. Foi o fluxo do rio tiete, que percorre todo estado de São Paulo, que orientou a exposição Quase Liquido, com curadoria de Cauê Alves.
A mostra na integra o evento multidisciplinar realizado pelo Itau Cultural voltado à compreenção dos aspectos contemporâneos de questões como o meio ambiente e a vida urbana.

Com sua consistencia gelatinosa e mau cheiro, o rio representa no trecho que compreende a capital paulista, indefinição quanto ao seu estado: um estagio de quase liquidez. Essa indefinição simboliza a condição da contemporaneidade, marcada pela fluidez sempre a ponto de se modificar.

As vitrines que Ana Maria Tavares expõe parecem possuir uma estrutura líquida. Nelas vemos paisagens perdidas que, de tão leves e fluidas como a memória, flutuam. Entretanto, esses móveis de vidro que apresentam extrema limpeza formal – geralmente destinados a expor algo de valor – se encontram praticamente vazios. Inspiradas no mobiliário de Lina Bo Bardi, é como se as vitrines pudessem congelar o que está em seu interior. São espaços que parecem provocar uma suspensão do fluxo do tempo.

A videoinstalação Memória, de Artur Lescher, composta de sete telas, paradoxalmente não nos deixa esquecer que a memória é passageira, desvanecedora e perecível. As letras da palavra memória, escritas sobre uma substância viscosa, não se fixam por muito tempo e logo são desfeitas. Se não fosse nossa memória, seria impossível compor as sílabas do vocábulo corretamente. O artista, que já trabalhou com substâncias líquidas, apresenta ainda uma espécie de cachoeira estática feita de metal, que parece fluir e escorrer quase como a água.
Em Inventário das Pequenas Mortes (Sopro), Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander acompanham a duração de grandes bolhas de sabão. Como se fosse possível estender seu período de vida, bolhas se alongam no tempo, dançando suavemente no ar. Essa forma semi-esférica e quase líquida que flutua na paisagem e reflete seu entorno lenta e silenciosamente é conduzida pela brisa. Sua fragilidade, assim como a fragilidade da própria vida, é mostrada de modo simples e poético.

Ao estabelecer um paralelo entre a contemporaneidade e a consistência do rio, a mostra trata-se do mundo atual, em que as coisas cada vez mais perdem a constância e a estabilidade e se tornam voláteis, ou seja, quase liquidas. O espaço expositivo se divide entre a sede do Itau Cultural e as margens do rio Tiête, onde está instalada a obra do Pets, do artista Eduardo Srur, composta por 20 garafas inflaveis monumentais, dispostos nos canteiros entre as pontes do Limão e da Casa Verde na marginal Tiête.